Archive for maio \26\UTC 2009

O Café com Gibi! adverte: O Planeta dos Condenados

maio 26, 2009

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Nos últimos anos, a DC Comics tem limitado suas histórias à uma entediante sequência de acontecimentos. É sempre a mesma coisa: uma longa Contagem Regressiva que antecede uma Crise que modifica todo o universo (ou multiverso). Alguns até brincam, dizendo que a verdadeira crise está na criatividade dos seus escritores. A minissérie O Planeta dos Condenados é mais um produto desse momento pouco criativo. Sua trama nada mais é que um desmembramento da atual Contagem Regressiva que a editora promove. Em maio desse ano, chegou às bancas brasileiras a segunda edição da revista, que encerra a aventura iniciada no mês anterior.

O roteiro de O Planeta dos Condenados é bem simples. Durante meses, o grupo conhecido como Esquadrão Suicida (nome esquisito!) capturou vários supervilões da terra. Nesta minissérie enfim conheceremos o paradeiro desses vilões. Trata-se de um planeta muito distante, cheio de armadilhas mortais e monstros letais. Nesse ambiente hostil, os vilões terão que aprender a conviver entre si se quiserem sobreviver.

Parece bobagem, né? E é mesmo. Mas nada tema! O Café Com Gibi! chegou primeiro e te adianta todas as besteiras que você, felizmente, vai deixar de ler.

Então deixa eu começar agredindo: mandar personagens para um lugar distante não passa de um imitação sem graça da Marvel. É isso mesmo! A editora concorrente já havia feito isso quando prendeu seus vilões numa dimensão paralela durante a Guerra Civil. Como se não bastasse, também já exilou o Hulk num planeta longínquo na saga Planeta Hulk. A DC só achou que mesclando as duas ideias e mudando uma coisinha aqui e outra ali ninguém perceberia o plágio. Sem chances! Usar desse tema só reforça a já famigerada hipótese que a turminha do Dan DiDio (o chefão da DC) (é assim mesmo que se escreve o nome dele!) anda sem criatividade.

Outra coisa surreal é fazer acreditar que os buchas do Esquadrão Suicida conseguiram capturar vilões que, repetidas vezes, deram trabalho para heróis como Superman e Batman. Será que eles não ofereceram nenhuma resistência? Difícil de engolir essa, mister DiDio.

Falando agora da história em si, o roteiro não é horrível. Apesar de uma narração arrastada, dá pra empolgar com uma ou duas sacadas inteligentes. E a arte é realmente legal. Mas o que não dá mesmo pra ignorar é a intenção óbvia do roteirista: colocar Coringa e Lex Luthor numa briguinha de egos.

É verdade que todo mundo já se empolgou um dia ao imaginar Luthor e Coringa se estapeando. Colocar isso na capa vende muito, muito mesmo. Mas será que precisava ser de forma tão medíocre? Entendam, o Coringa está lá: a velha crueldade e o senso de humor atípico. Só que falta aquela classe do personagem que tanto conquistou os fãs. Lex também traz o básico: ao chegar no planeta, vai logo demonstrando seu intelecto e poder de liderança únicos. Só que sem aquela pomposidade e autoridade que tanto admiramos.

De qualquer forma, eles ainda são as grandes estrelas do elenco. O resto dos vilões que participam da HQ são apenas… O resto! Sabe aqueles vilões que você nunca notou a existência? Ou que você só leu um gibi deles, e mesmo assim como coadjuvantes? Pois é. Afinal, não dá pra depositar nenhuma esperança naquele grupo de vilões do Flash (sim, estão todos lá), principalmente aquele imbecil do Capitão Frio.

- ah, vai te catá!

- tudo, seu otário.

Pois é. Aí você pensa “Ah, mas a história só tem vilões, certo? Pode ser legal vê-los se virando sem nenhum herói por perto!”. É, poderia ser. Isso mesmo, poderia. É que o pessoal da DC resolveu acabar com essa possibilidade colocando um herói pra fiscalizar todo mundo. Ficou triste? Calma, que tem mais! O herói que eles escolheram não foi ninguém de presença, não. Foi o Caçador de Marte. Sim, o bucha-escroto-sem-graça-nenhuma do Caçador de Marte.

- é sim! bucha, bucha, bucha!

- é sim! bucha, bucha, bucha!

E então, desistiu? Eu realmente gosto de falar mal dessas revistas podres. Mas olha, eu já cansei. Se alguém ainda corre o risco de comprar esse lixo, uma salvação: a própria Panini resolveu colaborar. Colocaram o preço em R$ 8,90. Exatos R$ 1,40 a mais que as outras revistas regulares da editora. Portanto, economizem seus quase nove contos e façam qualquer outra coisa com eles.

O Café Com Gibi adverte: fique longe de “O Planeta dos Condenados”. AMÉM!

Panini_PlanetaCondenados01O Planeta dos Condenados

Minissérie em duas edições.

Título original: Salvation Run (DC Comics)

Autores: Bill Willingham e Matthew Sturges (roteiros) e Sean Chen (arte)

Preço: R$ 8,90

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NHQ lança Pastor da Noite #1 em Salvador

maio 22, 2009

Essa é uma rápida nota para os soteropolitanos fãs de quadrinhos. Acontecerá amanhã, em Salvador, o lançamento da revista Pastor da Noite #1 (24 páginas, formato americano, R$ 4,00), publicada pela editora independente Núcleo Quadrinhos, ou NHQ.

Pastor da Noite é uma criação de Haeckel Almeida, responsável pelos roteiros. A arte é realizada por Rodrigo Vinicius e Paulo Campos. A edição é de Adriano Gon. A revista traz três histórias: Ás da Questão, Assuntos Pendentes e Onde as Cruzes Caem.

O lançamento acontecerá na comic shop RV Quadrinhos, localizada no bairro Rio Vermelho. A revista também estará disponível em outras bancas da cidade. Confira abaixo o endereço da RV e a lista com outros locais de compra.

RV Quadrinhos
Rua Barro Vermelho – Rua da Praia do Buracão – Espaço Maria Alice nº. 32
Rio Vermelho – Salvador/BA

Pastor_noiteConvite

Revista Café Espacial lança sua quarta edição

maio 18, 2009

É incrível. Quando criei esse blog e relacionei café a quadrinhos, questionei-me se também faria sentido para meus leitores. É que parti de uma experiência bem pessoal: gosto de ler minhas HQs enquanto bebo café. Mas parece que mais alguém consegue enxergar uma ligação especial entre a bebida e os quadrinhos. Pelo menos é o que pensei quando, pesquisando pela internet, descobri a revista Café Espacial.

Cafe_Espacial_04A revista Café Espacial é aquele tipo de publicação que comumente chamamos de independente. Por não pertencer a nenhuma editora, sua criação depende de colaboradores e sua distribuição é feita pela internet. Criada por Sergio Chaves e Lídia Basoli, a revista tem como objetivo, como os próprios autores declaram, “a intenção de registrar e resgatar a força e o potencial cultural das histórias em quadrinhos, da literatura, contos e entrevistas. Enfim, das artes como um todo”.

E esse belo projeto lançou, em maio, sua quarta edição. No seu conteúdo, HQs assinadas por autores que vêm ganhando notoriedade no mercado nacional. Entre elas estão Vida enquanto sonho, de Allan Ledo; Ping pong: platonismo orkutiano, de Sueli Mendes e Intercâmbio insólito de ideias absurdas, de Daniel Esteves e Mario Cau. 

A revista também traz as seções Café Literário, com contos de diversos autores como Sergio Chaves, Jana Lauxen e Vivian Pizzinga, além de matérias sobre fotografia e música. A capa é assinada por Shiko Leite.

Para adquirir a revista, basta enviar o valor correspondente a cada edição mais R$ 1,00 para despesas postais. O endereço para envio, as edições antigas e outros detalhes estão no site da publicação.

Cafe-Espacial-04Lancamento

Checklist de Maio

maio 18, 2009

O site Universo HQ divulgou o checklist do mês de maio das principais editoras no mercado brasileiro. Para acessá-la, clique aqui.

Se você ainda não conhece os termos usados pelos entendidos de HQ, a gente explica. Checklist é uma lista (jura?) com os lançamentos de quadrinhos de cada mês. Com ela, você antecipa algumas informações básicas como preço, número de páginas, arte e roteiro. Assim, é possível selecionar o que vale a pena comprar ou não.

Agora, vamos ao Troféu Starbucks! Esse é o prêmio entregue ao melhor lançamento das editoras Marvel e DC Comics:

 

marvel_logo

 

E o Troféu Starbucks vai para…

 

starbucks Demolidor – Homem Sem Medo

Essa foi fácil. A contribuição do Frank Miller ao Demolidor foi uma das melhores obras da história da Marvel. Então, faça-me o favor. Não há como deixar escapar a oportunidade de adquirir a republicação dessa obra-prima.

 

 
dccomicslogo

 

Vamos lá, muito nervosismo minha gente…

 

starbucksO Submundo de Gotham#2

Premiada por falta de opções. Os lançamentos da DC Comics estão uma lástima, e essa é praticamente a única publicação que escapa da temática Crises e Contagens Regressivas em que a editora se resumiu. Nela, os vilões do Batman são abordados de uma forma bem interessante.

Eminem e Justiceiro juntos em HQ

maio 15, 2009

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É nessas horas que você percebe como o marketing tá querendo dominar geral. O rapper Eminem (ah vá, todo mundo conhece ele) tava lá, querendo lançar um álbum novo pra levantar a carreirazinha dele que já tá mais do que decadente. Nessas horas, fazer uma divulgaçãozinha do produto é normal. Mas como nos EUA nada é extravagante o suficiente (principalmente no meio rapper), ele resolve fazer aquela mega jogada de marketing. Foi aí que alguém deve ter sugerido essa “brilhante” ideia de colocar ele em alguma história em quadrinhos. Sério, como alguém pode ser pago pra ter esse tipo de ideia?

Enfim, a galera marketeira do Eminem sugeriu e a Marvel aceitou. Resolveram mesmo produzir uma HQ com a presença do rapper. Talvez pelo lance da máfia e tal, escolheram justamente o Justiceiro para ser seu parceiro. A mini-aventura Eminem/Punisher: Kill You foi publicada na revista americana especializada em hip hop XXL Magazine, com roteiros de Fred Van Lente e arte do talentoso Salvador Larroca. Na história, Slim Shady (o pseudo-mafioso alter-ego do Eminem) visita Detroit e acaba se envolvendo num conflito entre Justiceiro e Barracuda.

A primeira parte da história foi publicada como encarte especial da revista XXL do mês de maio e contém oito páginas. A segunda parte pode ser lida gratuitamente pelo site da Marvel e já está disponível aqui. Como já foi dito, a HQ faz parte da estratégia de marketing do novo álbum do Eminem, Relapse, que também chegará às lojas americanas no mês de maio.

Analisando aqui, cheguei a uma conclusão. O Eminem deve ter alguma admiração pelo mundo dos quadrinhos. Dá pra perceber isso desde o clipe “Without Me“, de 2002: